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A Estação de São Bento é um símbolo e centro de um Porto energético, patriótico, burguês e laborioso, espelhado nos capitéis da  sua gare em estilo “Arquitectura do Ferro” e nos azulejos do seu magnífico átrio. A sua construção implicou a destruição simbólica e real de um outro Porto de antigamente, mais espiritual e contemplativo.

Mas o silêncio e meditação do Convento de São Bento de Avé-Maria, erguido por D. Manuel em 1518, era incompatível com as modernas necessidades de comunicação do Porto com a sua região mais próxima e mais além através do moderno e ruidoso comboio.

Por isso impunha-se uma localização central para a Estação Central do Porto, anseio que remontava a 1887. Iniciou-se a ligação desta estação a Campanhã com o escavar do Túnel de D. Carlos, iniciado em 1890 e terminado em 1893. A extinção do convento, ocorrida no ano anterior com o falecimento da última freira, ajudou ao acelerar este processo. Os claustros seriam as primeiras vítimas do camartelo em 1894, terminando na Igreja por ser apeada entre 1900 e 1901.

Mas o antigo e novo ainda conviveriam por alguns anos pois a 7 de Novembro de 1896 o primeiro comboio chegava à ainda provisória gare. O projecto definitivo do edifício da estação deve o seu traço ao arquitecto portuense Marques da Silva – autor do Teatro Nacional São João e Casa de Serralves, entre outros – que após vários projectos, veria ser a sua obra-prima inaugurada a 5 de Outubro de 1916.

Não raramente o primeiro ponto de contacto de quem visita o Porto, a Estação de São Bento é por isso um dos principais e mais fotografados ex-líbris do Porto.

Descubra a evolução da Estação de São Bento, em 15 fotografias, e partilhe connosco as suas lembranças desta grandiosa obra da arquitectura portuense .